Quando um não quer….

Dois não brigam. Dois não amam. Dois não evoluem.

Eu sempre desconfiei muito de gente perfeita. Gente que não erra. Aconteceu comigo e agora com outra amiga próxima a mesma situação: namorar a pessoa perfeita. Pelo menos a pessoa acha isso.

A verdade é que todo mundo erra, e em um relacionamento nunca existe só um culpado. É uma dança de dois. Mesmo que um seja a pessoa que erra ativamente, a outra erra por omissão, por permitir aquilo e que o erro se perpetue. Por reagir errado, ou não reagir. Por alimentar o ego da outra.

Mas a pessoa perfeita não, ela não erra. Então o dedo está sempre apontado para o outro. O coitado do imperfeito que, erro dos erros, admite seus próprios erros. E se o outro é culpado de tudo, a pessoa perfeita não tem porque mudar. Porque ela está sempre, sempre certa. Ela é a vítima inocente.

Enquanto a pessoa não tem consciência dos seus defeitos, ela não tem o menor impulso de mudar. Porque ela não sabe que deve mudar. Esse tipo de gente só fala do outro, quer controlar o outro, tudo é o outro. E ninguém controla outro alguém. Então… nada acontece. Gente perfeita não muda, nem ela mesma, nem os outros. Gente perfeita é chata demais, e massacra o parceiro.

Sinceramente, e quem quer ser massacrado? Nós, pessoas imperfeitas, precisamos  é de brigas homéricas sim, mas em que todos assumam o seu lado. Que nos peçam desculpas, para nós pedirmos também, mas sem se sentir menor por isso. De reconciliações mágicas e intensas.

Para mim, os sapos. Aqueles irritantes, com os gostos errados, com sapatos feios, que se atrasam, que torcem para o outro time, e odeiam a música que eu amo. Quero aqueles que superam os problemas, que mudam, que melhoram, que me surpreendam. Mas principalmente aqueles que riem de si mesmos, e de mim, das minhas imperfeições. Que gostem de mim sem dedos apontados, sem levar tudo tão à sério, que me achem uma sapinha fofa e superem o gênio difícil e respostas certeiras até demais. Eu não sou perfeita, e digo de novo, gente perfeita é entendiante. E viva os sapos interessantes.

Sozinha

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Depois de muito tempo sendo um casal voltei ao estado natural de ser humano individual. Não sei se é um vírus, um fase dos 28 anos, ou ainda se está na água, mas muita gente ao meu redor está na mesma, solteiros depois de longos relacionamentos. É estranho pensar que enquanto via o fim se aproximando eu temia a solidão. Temia não saber o que fazer comigo. Agora estar sozinha é tão bom e completo que temo o fim do silêncio – ou imenso barulho, depende do momento – que seria a catástrofe de achar outra pessoa. Mas vejo que nem todo mundo desfruta desse prazer que é fazer o que se quer e somente comunicar, raspar as pernas quando convém, deixar tudo bagunçado ou ainda sair como uma louca e gargalhar com os amigos sem limitação. Não entenda mal, eu adoro relacionamentos, e sempre fui muito feliz nos meus. Mas a verdade é que se comprometer implica em ceder, entender, fazer o que o outro quer, pelo menos um pouco. É natural, e exigimos o mesmo (ou mais) do outro lado. Mas a liberdade de não ter o outro lado é algo completamente diferente.

Uma pessoa me disse que gente que não consegue estar sozinha não se suporta. Não quer encarar o que surge no silêncio, no escuro, antes de dormir. Quer sempre ter outra pessoa para olhar para evitar olhar para si mesmo. Não sei. Acho que tem gente que se define pelos relacionamentos, sempre sendo a namorada de alguém, filho de outro, irmão do fulano, pai de não sei quem. E quem é a pessoa, pela pessoa? Nem ela sabe. Eu tive esse medo, então acho que muita gente deve ter também. Mas nada melhor que descobrir quem é, e ainda gostar do que vê, ou ainda fazer planos pra mudar. Um oceano de possibilidades.

Não digo que vai ser sempre assim. Eu me conheço. Não parece, mas sou romântica, e gosto de gostar de alguém. Só não tenho grandes sonhos de casar, ou de algo para sempre, acho que estou velha demais, chata demais, com manias demais pra isso. Mas acho que de vez em quando alguém vai me convencer a ceder um pouquinho, entender um pouquinho, querer um pouquinho, mesmo que temporariamente. Talvez, não hoje e espero que não tão breve. A solidão agradece.

Coisas que não entendo….

Complementando o post sobre estilo, tem coisas que sinceramente, eu não compreendo. É tão feito e o povo surta em cima. E nem é porque eu estou ficando velha, sempre teve dessas coisas que eu simplesmente não entendo o prazer de pegar uma coisa muito feia, caprichar e sair pra rua. Juro. Exemplos:

Slippers. Não tem jeito, é feio. Se for para ser confortável, fico com sapatilhas, rasteirinhas, havaianas… qualquer coisa menos um sapato do meu avô piorado. Aí ainda colocam pele de cobra, glitter, oncinha, um monte de coisas pra tentar disfarçar o óbvio – É FEIO.

 

 

 

 

A Kate Perry. Eu acho que a confusão que ela anda se reflete no cabelo. Quero dizer, ela é linda, isso não tem dúvida. Fica melhor morena, era maravilhosa de cabelo preto. Aí ela resolve virar a Lady Gaga. E só a Lady Gaga faz sentido, e nem sempre faz sentido, que dirá uma garota linda querendo pintar o cabelo de azul e casando com um idiota (esse último erro ela consertou).

Fato da vida: cabelo colorido ou você é a Gaga e isso é auto explicativo, ou você tem 15 anos tédio e papel crepom dando bobeira, ou é carnaval e tédio que te deixam maluca. Ou velhinha de 90 anos com cabelo de algodão doce colorido, mas aí a idade permite surtar e acho fofo. Nos demais casos, não. NÃO.

E nem venham me falar de tendências, pelo amor. É feio galera, FEIO.

 

Não vai rolar

Tem hora que não vai dar. Falta tempo. Falta dinheiro. Afinal, esses dois nunca andam juntos mesmo. Pior ainda, falta tudo. E aí, a gente aprende. Uma hora pelo menos deveria aprender.

Eu sou a pessoa desfocada que tem o sonho secreto de se multiplicar e fazer tudo que pensa em fazer. Precisaria de umas 10 realidades paralelas para poder viver todas as possibilidades que desejo. Só de cabelos é um monte de vontades contraditórias, de sucumbir e ficar loira, até cortar um chanelzinho preto. Meu quarto teria mil cores, milhões de sapatos e horas infinitas para milhões de livros. Casada e solteira para sempre, com gatos ou filhos, aqui ou lá. Tudo, ao mesmo tempo, agora.

Mas não dá, não vai rolar. Adequar o que somente se imagina à forma pequena e apertada da realidade é tão triste. Aí é o momento em que a nostalgia bate à porte, lembrando da época que tudo que eu tinha era uma tela em branco e todas as cores do mundo para pintar.

Estilo

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É engraçado como as coisas se sincronizam. Faz um tempo que tenho olhado para o meu guarda roupa e… bem, não estou no peso que eu gosto, e como tudo colabora, parece que nada que está ali fala de mim mais. Não só pelo tamanho, veja bem, mas pela ideia que a roupa expressa. Tenho usado as mesmas poucas coisas de sempre, e ignorado o resto.

Aí penso em comprar roupa. Ok, vamos lá. Nos últimos tempos me parece que todas as lojas vendem as mesmíssimas coisas. Fato é que nesses tempos de internet e mil fontes de tendências, must have, tem horas que tudo me empapuça. Todo mundo querendo se vestir igual é simplesmente muito CHATO. Nem caveirinha, que sempre amei, anda me empolgando porque virou tendência e, coisa chata, todo mundo usa porque todo mundo usa. Tá, menos a menina de uns 5 anos que vi linda em uma festa com colar de caveirinha e a minha amiga fez questão de gritar “achei a filha da Fê!” hehehehe

Por tudo isso tenho pensando muito sobre como reorganizar as coisas e redescobrir meu estilo. Aí as coisas começam a pipocar. Até na terapia surgiu o assunto, sobre quais cores estou usando. Como eu sou muito amo/odeio, gostar de tons pálidos e nudes não parece muito coerente. Mas ainda não estou pronta para o amarelo. E continuo amando preto, como amava aos 4 anos para terror das minhas amiguinhas que só usavam rosa.

Aí dando umas voltas na livraria, vício eterno, vi esse livro aí embaixo. Adoro a Nina Garcia, tanto pelo Project Runway quanto pelo pinterest maravilhoso, mas o livro… ah, supera tudo e mais um pouco. É perfeito.
O livro negro

Recomendo demais, para todas as mulheres. Eu mesmo estava precisando ler o que eu sentia, isso sempre faz que com que a idéia ganhe outra perspectiva, e gente faz toda a lógica do mundo. Estilo é pessoal, não tem nada a ver com tendência, com rebanho. Estilo é simples, porque é simplesmente dizer quem você é. E ao mesmo tempo, nessa simplicidade toda, a gente se perde. Se perde porque acha que o tal must have realmente TEM QUE TER. E não tem. Tendências são boas, mas ainda acredito que nem tudo que aparece eu tenho que gostar. Tem coisa aí que eu abomino, por mais tendência que seja, e não adianta me dizer que é feixion. É feio mesmo, e não vou usar nem pagando.

Em compensação estilo está além da beleza, da magreza, da tendência. Estilo é ser você. Adoro quando vejo uma perua platinada que expõe o que é e carrega todo o dourado/batom vermelho/oncinha com dignidade. Porque é assim. Ao mesmo tempo tenta colocar isso tudo em mim. Palhacita.

Aí hoje, de bobeira na internet, vejo esse post mágico no Borboletando, e sinal divino né, mais gente com a mesma sensação. Mais estilo, menos fashion victims, por favor. Concordo com tudo, tudo, tudo.

Agora, depois de passada a fase de grandes surtos consumistas, de toda essa reflexão, e de outros surtos de não acho nada pra comprar, preciso me achar para achar o que realmente parece comigo. Sim, achar para achar. Onde? Não tenho idéia. Por enquanto só acho no Pinterest, coisa triste (mas econômica). As caveirinhas? Vão continuar,serei um dia uma senhorinha de cabelo azul, caveirinha no pescoço e um monte de gatos. Estampas divertidas? Não sei. Mas de agora em diante se não me chamar pelo nome, não compro. Simples assim.

O estilo agradece.

amigos

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Amigos são coisas simples. Ou pelo menos deveriam ser.

Entenda bem, estou falando de AMIGOS. Não colega. Não, não conhecidos, sócios, parceiros em negócios ou times. Não é aquela pessoa que você tem que gostar. É aquela que você nem sabe porque, mas gosta. Ou sabe, mas se aquilo mudasse, continuaria gostando.

São aquelas pessoas que não tem nenhuma ligação obrigatória com você, mas gostam de ter essa conexão com você. Gostar, puro, simples e gratuito. Que seguram a barra, guardam os segredos, ouvem seus mais maldosos comentários e dão risada, que não julgam. A liberdade de um amigo, não existe coisa igual. Uma pessoa que realmente pode te conhecer porque não quer nada além disso.

Ando numa fase ingrata de querer novos amigos porque parece que sou a única em um certo momento da vida, e meus amigos praticamente todos estão em outro. Mas a verdade é que aqueles amigos que posso encher a boca e falar que temos essa ligação há mais de 15 anos são raros, e não acho que vou querer, ou conseguir agregar muitos outros nesse seleto grupo. Por preguiça, por falta de oportunidade, por falta de tempo. Vida de adulto é chata, e não dá pra selecionar amigos, eles simplesmente acontecem. Aqueles grandes amigos, que já riram e choraram com você, que participaram de todas as histórias estranhas e engraçadas da sua vida, com quem já se brigou, e quem sempre se perda, e que se tolera de tudo, que se ama assim, sem objetivo definido. Os grandes amigos. Todo mundo deveria ter pelo menos um. Eu tenho alguns, e mesmo longe, nunca estão longe.

E como ando tentando aprender, esse amor simplesmente está ali. Não preciso duvidar. Mesmo que a pessoa suma. Mesmo que erre. Mesmo que pudesse fazer melhor. Porque é certo, concreto, e não é qualquer bobagem que faz desaparecer. Por mais que pareça o contrário.

Muito, muito simples.

18-49/365

Não, eu não desisti. Aliás, por mil motivos tenho tirado mais fotos do que nunca, geralmente com o celular, tão prático para compartilhar na hora. Mas tem faltado tempo, e sobrado sono, o que me impede de postar. Mas aqui, atrasadíssima e com alguns furos,  algumas com filtro, outras sem… as fotos do projeto 365 2012:

 18:

Dormindo com a gata. Melhor jeito de terminar o dia.

 19: furei.

 20:

Fórum Federal, acho lindo todo branco, linhas retas.

 21:

Ciclovia inacaba perto da minha casa. Boa iniciativa, mas….

 22:

Esfirra de zatar, feia mas deliciosa.

 23:

Amanhecendo em Londrina, PR.

 24:

Melhor beringela parmegiana ever. Fica perto de Botucatu, tudo lindo e delicioso.

 25:

Meu prato ficou tão lindo que não resisti (gordice até).

 26:

Não é carne, mas parece, e muito. Restaurante favorito vegetariano, o Lótus. Recomendo.

 27:

Dia do jeito que eu amo, cinza.

 28:

Subindo….

In the heels

 29: furei

 30:

Pracinha aleatória, um refresco para o sol.

 31:

Como todo dia eu vou pra lá, achei que merecia a foto do dia.

 32:

Adoro essas árvores. Mais um pouco e teremos um teto de folhas nessa avenida.

 33:

O único chocolate que me deixa doida. Mentira, Lindt de pistache também tem esse poder.

 34:

Broto de feijão que nasceu sozinho, mas acabou morrendo de calor. Quase que eu fui junto.

 35:

Félix, que olha pra todo canto menos para a câmera. Depois de várias tentativas, essa é a melhor.

 36:

Noelle, minha musa favorita. Anda até posando, vê se pode.

 37:

Anel favorito.

 38:

E foi isso que eu vi do Pinheirinho.

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 39:

Moro aqui há anos, mas foi a primeira vez que fui nesse bairro. Com vendinha, sem asfalto, cachorros dormindo no meio da pista. O tempo passando devagar.

 40:

Ilustração em revista japonesa que vi na sala do acunputurista. Sim, funciona, e sim, não dói.

 41: furei. Shame one me.

  42:

Chico, gato folgado e lindo de uma amiga. 

 43:

Chuva enchendo as ruas de água….

 

 44:

Vicentina Aranha, um dos parques mais lindos que temos por aqui. Estão para reformar, confesso que vou sentir falta desse ar de outros tempos…

 

 45:

Laranjas!

 

 46:

O único carnaval que eu vi, e foi por acidente.

 47:

 Já deu pra reparar que amo fotografar o céu, né? Não tem um igual ao outro.

 48:

Tempestade chegando, adoro essas chuvas de verão, sempre tão dramáticas. Claro, sem alagamentos ou desmoronamentos, por favor.

 49:

Reparem na placa. O cara, com uma voz sinistra, gritava “cabeloooooooo” o dia todo. Susto para quem chega na 25.

Fevereiro

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Mal começou o ano e fevereiro já chegou! Sim, eu sou do tipo de pessoa boba que sempre comenta como o tempo passa rápido, foi mal. É que quando eu era criança tudo era tão lento. Hoje em dia, como pode atestar meu maravilhoso e amado google calendar, tempo é uma coisa escassa por aqui.

Mas enfim, hora de trabalhar pensando no carnaval, e que o verão – embora não pareça – um dia acaba. Aqui pequenas idéias para esse mês tão brasileiro….

Minha listinha para fevereiro:

 Desktops com calendário para começar bem o mês. O meu é esse aqui:

 Fechar os planos do carnaval. Ou no meu caso se conformar em não ter planos e pensar em coisas produtivas para fazer enquanto se morre de calor. Meu guarda-roupa que me aguarde, destralhamento já!

 Aproveitar as promoções de final de verão para completar a wishlist de verão. Principalmente com peças que ainda fazem sentido na primavera. Nisso incluo vestidos, um biquíni novo, e roupas de trabalho (sempre elas).

 Comer de marmita no trabalho, coisa que furei em janeiro e fazendo as contas (e subindo na balança) me arrependi e muito. 200 reais por baixo perdidos em comida e convertido em gordurinhas.

 Trabalhar mais e mais, muitos planos e projetos acontecendo, adoro isso!

 Marcar os médicos de começo de ano, urgente.

E que venha o carnaval!

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